Maria Isabel Salvador, enviada do Equador à OEA, discursa contra reintegração WASHINGTON - A Organização dos Estados Americanos (OEA) votou pela readmissão de Honduras ao órgão nesta quarta-feira, 1º. O país centro-americano havia sido suspenso do grupo desde o golpe de Estado que derrubou o ex-presidente Manuel Zelaya em junho de 2009.
Dos 33 membros do órgão, apenas o Equador se opôs à resolução que aprovou a readmissão de Honduras. O texto, porém, não inclui especificações para que os responsáveis intelectuais e materiais do golpe contra Zelaya sejam levados a julgamento.
A solicitação do chanceles da Venezuela, Nicolás Maduro, realizada a portas fechadas com sua colega colombiana, María Angela Holguín, e o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, para que o parágrafo fazendo tais exigências fosse incluso no texto atrasou a votação em três horas.
O Equador reiterou sua oposição á reincorporação de Honduras ao qualificá-la como "prematura", alegando que as autoridades hondurenhas não investigaram devidamente as violações de direitos humanos cometidas durante os sete meses de governo de facto de Roberto Micheletti, no período pós-golpe.
Zelaya retornou ao país no último final de semana, o que era uma condição imposta por alguns países membros da OEA para que a readmissão hondurenha fosse apoiada. Na reunião, compareceram diplomatas de todos os países membros, inclusive o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental dos EUA, Arturo Valenzuela, e o assessor da Casa Branca para Assuntos Hemisféricos, Dan Restrepo.
